terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Questões sobre Gaza, 2009

Após comentários no Jugular e no Crónicas das horas perdidas, algumas questões para reflexão:
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1. Onde estavam as vozes indignadas com a agressão e a assimetria de meios em 2007, quando o Exército Libanês cercou Nahr al-Bared e matou cerca de 300 palestinos?
2. Onde estavam elas quando, após a destituição do governo por Abbas, o Hamas se resolveu por um golpe de estado, ao qual se seguiram execuções de membros da Fatah?
3. Porque é que não causa indignação a Síria e o Irão financiarem rockets em vez de saúde e educação laica?
4. Porque é que Miguel Portas não visita casas destruidas por rockets do Hamas?
5. Porque é que raparigas na Holanda são agredidas na rua por jovens muçulmanos, em ataques sectários, motivados pelo ódio misógino e anti-ocidental que, cada vez mais, emana das Madrassas?
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A guerra é suja, mata inocentes e nem sempre é cirúrgica e tecnológica (só os EUA têm orçamentos para esse tipo de intervenção militar).
E quanto às extremas-direitas (caucasianas, católicas, hebraicas, islâmicas ou de outra qualquer matriz étnica, religiosa ou política), já todos devíamos estar aptos a reconhecê-las (facilmente e sem ambiguidades) e a sentir repúdio por elas.
Indo mais além, é mister de quem se diz democrata, liberal ou adepto do progresso da Humanidade, estar pronto a combater a ignorância e intolerância inerentes às extremas-direitas, pois para espasmos no braço direito, Hitler e Estaline foram mais do que suficientes.
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Na sequência, este post notável.

1 comentário:

Maria Inês disse...

vamos lá a ver se nos entendemos, obviamente que neste caso concreto não se pode afirmar que ambos os lados estão a perder de igual forma porque não estão. Atendamos aos números que são por demais esclarecedores.
O mesmo não é dizer que uns valem mais que outros. Se, o ataque à escola onde ficou provado que se sabia não existirem membros do Hamas, tivesse ocorrido em solo israelita era igualmente condenável.
Do mesmo modo, esta minha opinião não é sinónima de defensora do Hamas.
Da minha parte, e sendo claro que apenas posso falar por mim, uma acção condenável sê-la-á independentemente de quem a comete e onde é cometida.
E neste caso específico israel está a bater aos pontos o Hamas. Se é porque tem mais meios? provavelmente.
Já me alarguei imenso, de maneira que me fico por aqui. Expliquei-me?
:)